Você já se sentiu assim?

Um frio na barriga, sem saber por qual caminho percorrer?

Você ainda não sabe muito bem o que deve ser feito, mas algo dentro de você diz que é necessário mudar, que chegou a hora da transição. Porém, dessa vez não basta apenas dizer que as coisas serão diferentes. Será necessário algo a mais!

Você chegou em uma nova fase da sua vida, tem ideias e projetos, visualiza como você estará no futuro e se sente confiante. E a pergunta matadora chega na sua cabeça: Como eu vou fazer tudo isso? E se tudo der errado?

Essas perguntas podem aparecer por diversos motivos. – Você nunca fez algo parecido antes, ou já fez e não deu certo, ou por qualquer outro bloqueio que você a ter.

E então, você não faz nada.

Continua levando a sua vida do modo como estava vindo, meio que “empurrando com a barriga e indo com a maré”. Entretanto, se você entrou nesse post de hoje, é porque algo dentro de você diz que essa situação tem que mudar e que é necessário haver mudanças.

Leia esse post para você aprender mais sobre:
:: A importância de se ter um plano de objetivos/metas
:: Como desapegar e seguir em frente
:: Como começar a construir um plano de metas
:: Como ser flexível diante das mudanças que acontecem

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#1 – A importância de ter um plano de objetivos/metas

Lembra da Turma da Mônica? O sonho do Cebolinha era pegar o coelho da Mônica e para conseguir ele sempre tinha um plano infalível. Isso porque planos nos ajudam a transformar os nossos sonhos em realidade.

E não envolve apenas objetivos, vai além disso. Envolve propósito de vida, princípios e valores, comprometimento, consistência e a criação de um compromisso consigo mesmo.

Um plano para a vida requer pensar em curto, médio e longo prazo. Sendo assim, uma pessoa que tem um plano estruturado e com objetivos claros passa a ter uma visão ampla da sua vida e de quais conquistas deseja alcançar.

Claro que a construção dessa nova vida implica em mudanças e isso a princípio pode não parecer agradável. Sim, provavelmente vai ser difícil. Mas faz parte do processo de reaprendizagem em que você irá estar se reconectando com o seu eu e encontrando novos caminhos.

Também não será um processo rápido, você talvez terá que modificar crenças, abandonar alguns hábitos, abrir mão de alguns prazeres. Se feito com engajamento e comprometimento, trará bons resultados e grandes recompensas.

Se permita a viver além e mais feliz!

Saindo da Zona - Plano de curto, médio e longo prazo

#2 – Chega de criar metas e objetivos

Eu sei que até aqui você leu várias vezes as palavras “objetivo” e “metas”. Porém, vamos parar de usar essas palavras e vou explicar o porquê. Se pensarmos nos termos “objetivo” e “meta” do modo como são utilizados no senso comum, podemos concluir que existe 50% de chance de termos sucesso, como também há 50% de chance de fracassarmos.

Esse pré-julgamento de que o fracasso pode ser o resultado da nossa busca, nos coloca em uma posição em que desenvolvemos um bloqueio antes mesmo de termos iniciado algo. Esse bloqueio pode estar relacionado ao medo, decepção, vergonha…

Ao longo do tempo eu aprendi que pode ser prejudicial vermos os nossos sonhos como objetivos ou metas devido a tais bloqueios que podem aparecer. Precisamos aprender a ver como compromissos de vida, e que para alcançá-los devemos construir e percorrer alguns caminhos no presente, tendo um passo de cada vez.

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#3 – Desapega, desapega!

Explorando um pouco mais a ideia de que construir um plano de objetivos e coloca-lo em prática pode nos trazer medo, já que criamos a ilusão da possibilidade de não termos sucesso, existem dois pontos importantes aqui que precisamos conversar: possibilidade do fracasso e foco no passado.

O primeiro ponto está relacionado a possibilidade do fracasso. Nossos compromissos precisam ser definidos, mas não necessitam se manter inalterados. O mais importante aqui é que você tenha um compromisso mensurável, somente desta forma você poderá saber se está tendo resultados.

Se percebemos ao decorrer do caminho que algumas situações não estão ocorrendo como gostaríamos, podemos rever os nossos compromissos e os meios que estamos utilizando para alcançá-los.

Você pode realizar alterações quando necessário, tem a possibilidade de agregar outras pessoas que irão lhe auxiliar ou qualquer outra opção que traga tranquilidade e conforto durante a sua jornada.

O segundo ponto é foco no passado, e tem uma relação forte com a possibilidade do fracasso. Quando queremos algo para o nosso futuro, logo pensamos nas experiências do passado. Isso provavelmente irá acontecer automaticamente em sua mente, pois faz parte do nosso fluxo mental.

Se a sua mente traz lembranças que são negativas, é bem provável que você irá desenvolver um novo bloqueio para não realizar aquilo que deseja. Se não deu certo em uma outra vez, por qual motivo será diferente daqui para frente?

Aprenda com as suas experiências passadas, mas mantenha o seu no presente. Pense no que você estará perdendo hoje e o quanto o abandono de seus sonhos será prejudicial para você daqui 30 anos ou mais.

Se você quiser se aprofundar melhor sobre o desapegar do passado e o futuro para viver o presente, eu indico que você leia o livro “O Poder do Agora” do autor Eckhart Tolle. Você pode comprar o livro clicando aqui!

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#4 – Áreas de foco na sua vida

Ok, agora você já sabe para que é importante você ter um plano de curto, médio e longo prazo, como também sabe de que precisa estar comprometido com esse novo plano de vida.

Para começar a construir o seu plano, você precisa refletir, ter uma visão geral das principais áreas da sua vida e do quanto você está satisfeito com cada uma. Com a intenção de tornar mais claro para você, vamos definir aqui 4 principais áreas da vida, que são: pessoal, profissional, relacionamentos e qualidade de vida.

Pessoal:
– Saúde e Disposição
– Desenvolvimento Intelectual
– Equilíbrio Emocional

Profissional:
– Contribuição Social
– Recursos Financeiros
– Realização e Propósito

Relacionamentos:
– Vida Social
– Relacionamento Amoroso
– Família

Qualidade de vida:
– Hobbies e Diversão
– Plenitude e Felicidade
– Espiritualidade

Se você sentir que alguma dessas áreas não faz muito sentido para você, fique à vontade para alterar para uma outra área que seja mais importante em seu momento atual.

Conhecendo as áreas, agora vamos ao primeiro exercício que será dividido em três partes. A primeira parte é preencher a roda da vida.

Ao observar a roda da vida, irá perceber que cada uma das áreas citadas acima contém uma classificação de 1 a 10. Essa classificação irá indicar o seu nível de satisfação no momento presente.

Perceba que 1 é estar nada satisfeito e 10 significa estar completamente satisfeito com o modo com que tem levado a sua vida diante de uma determinada área. Dedique um tempo para pensar em como você está HOJE em cada uma das áreas e depois pinte com um lápis de cor o seu nível de satisfação. Sua roda da vida deverá ter mais ou menos esse aspecto:

Agora vamos para a segunda parte. Escolha um lápis com uma cor diferente e pinte a roda de acordo com o modo que você gostaria de estar em cada uma das áreas daqui alguns anos (pense no mínimo 5 anos).

Claro que você não irá preencher o nível 10 em todas as áreas, esse é um cenário inexistente. Então seja realista e faça uma boa análise do ambiente!

Chegamos na terceira parte, e agora você deve pensar – “O que necessito fazer para chegar ao nível que eu desejo alcançar daqui alguns anos em cada uma das áreas?”. Nesse momento pode ser que você pense que apenas uma atitude pode transformar seu modo de vida atual, como também pode acontecer que você perceba que será necessário diversas mudanças para alcançar o desejado.

Vou dar um exemplo para ficar mais claro, escolhi a área Desenvolvimento Intelectual. Hoje considero que estou em um nível 5 de satisfação. Até 2021 desejo alcançar o nível 9 de satisfação. Para isso, necessito:

  • Ler mais livros sobre temas com que trabalho (mínimo 2 a cada semestre)
  • Estar próxima de pessoas que considero experts (frequentar eventos)
  • Fazer o mestrado em Neurociências
Saindo da Zona - Plano de curto, médio e longo prazo

#5 – Como começar a construir um plano

Tendo uma visão das áreas da sua vida, vamos avançar e começar a pensar nos nossos compromissos de curto, médio e longo prazo.

Longo prazo

Nossos compromissos de longo prazo estão relacionados aos nossos valores e ao legado que desejamos deixar. Geralmente, quando definimos algo a longo prazo pensamos em 10 ou 15 anos. Mas, e se você permitir olhar daqui 30 ou 40 anos, o que você gostaria de alcançar? Como você quer ser lembrado? Pense em sua missão de vida!

Ação: Faça uma lista de seus compromissos de longo prazo (leve em consideração as áreas que você trabalhou com o exercício da roda da vida).

Médio prazo

Esses são os compromissos que estão previstos para daqui 5 anos e que você tem que colocar em prática para alcançar o que foi estabelecido para longo prazo.

Por exemplo, um dos seus compromissos de longo prazo é ter estabilidade financeira e não contar apenas com INSS. Então, o que é necessário fazer a médio prazo para alcançar esse compromisso? – Ter uma carteira de investimentos ativa e depositar $$$ mensalmente?

Você pode ter mais de um compromisso a médio prazo e que esteja relacionado a um compromisso de longo prazo. É até interessante ter mais de um, assim não nos tornamos enrijecidos e ampliamos os nosso caminhos.

Ação: Faça uma lista de seus compromissos de médio prazo (leve em consideração os compromisso definidos para longo prazo). 

Curto prazo

Dos compromissos de longo prazo, você caminha para os de médio e finalmente chega para os de curto prazo. Esses são compromissos que você estabelece para serem realizados em no máximo 2 anos. Não se prenda a apenas um ano, porque alguns compromissos demandam um pouco mais de tempo, mas ainda assim não fazem parte dos que estão sendo definidos a médio prazo.

Aqui o raciocínio é o mesmo. Se a médio prazo eu quero alcançar tal compromisso, hoje devo fazer “X” para chegar lá. Um ponto importante nessa etapa é pensar nas coisas que você pode cortar da sua rotina atual, pois em nada irá contribuir para o seu plano de vida e só consome o seu tempo e energia.

Ação: Faça uma lista de seus compromissos de curto prazo (leve em consideração os compromisso definidos para médio e longo prazo). 

Pronto! Agora olhe para as suas três listas e use a sua coerência. As três listas se conversam? Seus compromissos estão associados e alinhados uns aos outros nos diferentes períodos? O que necessita ser repensado?

Quando você pensa em o que você quer para si, você estará pensando em suas crenças, seus valores e seus compromissos de vida, sabendo por si próprio o que fazer para alcançar aquilo que deseja conquistar.

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#6- Mudanças acontecem

Finalizando o post de hoje, quero lembrar a você que um plano não pode se tornar algo inalterável. Mudanças na sua vida irão acontecer ao longo do tempo, e demandará alterações em seus compromissos.
Não resista, seja flexível!

Além disso, é aconselhável que esse plano seja revisto de tempos em tempos, se possível a cada semestre ou ano. Se for preciso, troque ideias com pessoas que você confie e amplie a sua visão com relação a cada compromisso.

Se esse post te ajudou a montar o seu plano de curto, médio e longo prazo, deixe seu comentário e me conta como foi para você essa estruturação e como pretende colocar seus compromissos em prática. Você já tem um plano estruturado? Compartilhe comigo deixando um comentário e contando como essa ferramenta tem ajudado você a caminhar para as suas conquistas e vitórias.

Sem querer pedir demais, aproveita e compartilha também nas redes sociais! Um abraço! 😉