* Esse post eu escrevi lá para o blog da SOBRARE e aproveitei para publicar aqui também.

Sabe aquele ditado “tire proveito de seus pontos fortes e administre seus pontos fracos”? Já parou para pensar o quanto é difícil aplicar essa teoria no nosso dia a dia?

Muito disso se deve a falta de autoconsciência, maturidade, autoconhecimento, oportunidades, como também a influência das pessoas que te cercam e aquelas que você parece não conseguir escapar. Outro fator, é estar constantemente olhando para o passado ou para as coisas que fracassamos. Se não foi possível colocar em prática antes, porquê seria agora?

Vale ressaltar que pensar dessa forma ou continuar no mesmo estilo de vida não vai ajudar. Sempre será de sua responsabilidade alterar esse cenário. É preciso começar a agir, avaliar a repercussão e verificar onde o aprendizado melhor se encaixa. E, só depende de você! Ninguém mais pode fazer isso por você.

Uma dica é estar constantemente indo atrás de conteúdos (seja livros, revistas, cursos, vídeos…) que te ensinem como colocar em prática os seus pontos fortes. Como informação nunca é demais, no post de hoje vamos falar sobre 3 estratégias que você pode aplicar na sua vida para alavancar seus pontos fortes.

1) Talento vs O que preciso aprender

Uma pessoa pode alcançar o seu desempenho absoluto em uma atividade desde que adquira o conhecimento e pratique diversas vezes ou é necessário de fato ter alguns talentos naturais para exercer tal tarefa?

Por exemplo, se você tem dificuldades em montar uma rede de pessoas que estão prontas a te ajudarem quando necessário, será que você tem aptidão para ser um excelente networker? Ou, se você acredita que não tem a capacidade de exercer a sua empatia para engajar as pessoas em seus projetos, poderá se tornar extraordinariamente persuasivo?

A principal questão aqui não é saber se você pode melhorar ou não nessas atividades. Sabemos que o ser humano é adaptável, tem a capacidade de aprender e ficar melhor naquilo que se dispõe a fazer. Porém, desenvolver um ponto forte em qualquer atividade requer certos talentos naturais.

Então, qual a diferença entre um talento e um ponto forte a ser desenvolvido?

Para esclarecer essa pergunta, existem três termos que precisamos introduzir para você entender o restante desse post: talento, conhecimento e técnicas. Talentos são os nossos padrões naturais e inatos, conhecimento são fatos e lições aprendidos e técnicas são os procedimentos de uma atividade.

Vamos dar um exemplo, estabelecer contato com pessoas que acabamos de conhecer e criar um vínculo rapidamente é um talento (carisma), porém a capacidade de construir um relacionamento com essa pessoa e mantê-la por perto como parte de sua rede de apoio é um ponto forte. Para criar esse ponto forte, você se utilizou de seu talento inato e o aprimorou com técnica e conhecimento.

Assim, o segredo para desenvolver os seus pontos fortes é identificar quais são os seus talentos dominantes e depois refiná-los com conhecimento e técnicas.

Para finalizar esse tópico, pontos importantes a se destacar:

Existem pessoas que na esperança de melhorarem o seu desempenho de uma forma geral, caem na armadilha de tentar adquirir tanto conhecimento e tantas habilidades quanto forem capazes. Vão se inscrevendo cegamente em todos os tipos de cursos e palestras que acreditam que vão alavancar seus pontos fortes.

O problema dessa atitude é que, a não ser que você tenha o talento necessário, as melhorias que essa busca incansável do conhecimento irá trazer serão modestas. Você estará colocando a maior parte de sua energia em situações de baixo retorno. Lembre-se que você tem pouco tempo para investir em si mesmo. Crie estratégias para examinar e identificar quais são os os conhecimentos e técnicas que de fato você precisa adquirir para alavancar seus ponto fortes.

2) Identifique seus talentos dominantes

Uma forma de identificar seus pontos fortes é: se observe por um determinado período. Tente colocar uma prática uma atividade e veja com qual rapidez você a domina, com que rapidez você eleva a sua aprendizagem e desenvolve por conta própria truques que ainda não lhe ensinaram.

Se nada disso acontecer, escolha outra atividade e observe – e depois outra. Com o passar do tempo seus talentos dominantes irão começar a se revelar e você terá maior condição de começar aperfeiçoá-los, transformando-os em um ponto forte.

Desenvolver nossos pontos fortes dependem muito do nosso autoconhecimento. Precisamos nos conhecer verdadeiramente para entender a nossa essência e assim alavancar o nosso potencial.

3) Linguagem para descrever seus talentos

É preciso desenvolver uma linguagem precisa para expor os nossos pontos fortes para as outras pessoas. Devemos ser capazes de descrever com sutileza em quais aspectos nos diferenciamos das outras pessoas.

Além disso, ter um discurso positivo que nos ajude a explicar aquilo que temos de melhor, a nossa força e não a fragilidade.

Também uma linguagem clara e que seja acessível a qualquer pessoa. Vamos supor que uma pessoa defina que seus pontos fortes são “ser automotivada”, “ser um pensador estratégico” e “ter habilidade em vendas”.

O que significa ser automotivada? Uma pessoa que se mantém motivada e não importa o que aconteça ou como você a trate? Ou é uma pessoa que precisa de metas desafiadoras para que ela sinta constantemente a motivação de superá-las?

O que significa ser um pensador estratégico? Alguém que adora ler e aprender sobre teorias? Ou alguém que tem uma mente analítica e gosta de verificar os fatos minuciosamente?

O que seria então ter habilidades em vendas? Alguém que fecha um negócio seduzindo o cliente na base da emoção? Ou alguém que apela para uma persuasão lógica?

É possível que na sua cabeça esses termos estejam claros, mas qualquer pessoa entenderia da mesma forma? Procure apresentar seu ponto forte de uma forma clara e depois certifique-se de que as pessoas entenderam do modo como você expôs. Estabeleça uma comunicação limpa.

Além desses pontos, precisamos ter um equilíbrio em nossa linguagem. Não é aconselhável enfatizar demasiadamente os nossos pontos fortes acreditando que nada pode nos superar, como também não podemos adotar um discurso discreto e envergonhado onde vamos expor menos do que somos capazes. Trabalhar a autoconfiança, análise do contexto e otimismo pode ajudar a construir uma linguagem genuína.

O texto foi baseado em um capítulo do livro Descubra Seus Pontos Fortes dos autores Marcus Buckingham e Donald O. Clifton. Espero que essas dicas ajudem você a se alavancar, revelando o que há de melhor em você e naqueles que estão a sua volta.

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